quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

A BANDA DE MUSICA DO 2º BATALHÃO DE FRONTEIRA.


Por: Silva Paula, Sandro Miguel.
Desfile da Banda de Corneteiros e Tambor, 2º B Fron 1946. Estado Maior perfilado e ao fundo prédio de uma companhai de fuzileiros.
A primeira constituição de algo similar a uma banda de musica militar em Cáceres vai ocorrer com a criação da 2ª Companhia de Fronteira do 2º B Fron, no ano de 1938, denominada de “BANDA DE CORNETEIROS E TAMBOR”. Não chegava a ser uma FANFARRA, outra característica das organizações musicais do Exército no período, mas uma pequena seção composta de cornetas e tambor que supunha-se ser de mais fácil aprendizado, e, principalmente pelo pequeno efetivo que era de 150 homens da Companhia recém criada.
Em 1939 ocorre à organização completa do 2º B Fron e seu efetivo é aumentado quando criou-se a necessidade de também fazer surgir uma Banda de Música, mas, por motivos administrativos e acumulados ainda pela distância e a carência de elementos humanos com aptidão para o exercício da pratica musical, não veio a se concretizar.
Jazz Band do 2º Batalhão de Fronteira - 1939.
Mas, a necessidade de se ter um organismo que pudesse criar motivações para os militares e alegrar os dias de intensos trabalhos para construir a estrutura atual do 2º B Fron, fez com que se criasse a JAZZ BAND DO 2º B FRON, em fins de 1939, mesclada com músicos da cidade.

Baile dos Reservistas no Esporte Clube Mato Grosso - 03 Dez 1946,
onde hoje é o Centro Municipal de Cultura. 
Outra finalidade da JAZZ BAND  era de arrecadar recursos motivado principalmente pela necessidade de manutenção e construção dos prédios do batalhão. Era contratada para animar as festas nos clubes e casas da cidade. Os recursos do Governo Federal eram escassos, por isso tinha que se virar como podia.
A partir da década de 1940 a cidade de Cáceres vai ser envolvida pelas novidades musicais dos grandes centros do País como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, trazidas pelos reservistas designados para servir no 2º B Fron.
Danças populares e gêneros musicais derivados de ritmos e melodias de raízes africanas, europeus e platinos vão se fazer mais presentes, criando ritmos sincopados.
O carnaval começa a tomar forma com a participação principalmente da classe menos favorecida da cidade, a música do rádio conduzida por Ary Barroso, Lamartine Babo e “O teu cabelo não nega”, Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa, dentre outros, que pareciam na sua essência tão distante, ganham vida  nos acordes da JAZZ BAND DO 2º B FRON.
Banda de Música nas margens do Rio Paraguai em 1956, ao fundo a caixa d'água e prédio da União Social de Assistência - USA.
 A pequena Jazz Band vai então ganhar foros de  Banda Militar em 20 de fevereiro de 1946, sendo considerada como Banda de Música Categoria “D”. Até os dias atuais a Banda de Música é um importante vetor de comunicação social.   

Desfile 7 de setembro de 1950, Praça Barão do Rio Branco.

Dia do Soldado 25 de agosto de 1956. 

Desfile da tropa, 1949, ao fundo a direita o posto de comando do batalhão.

Desfile Dia do Soldado - 25 agosto de 1946.
Desfilam como a guarda a bandeira nacional alunas do Colégio das Irmãs. Ao fundo o pavilhão de comando em construção.

Fotografias:
- Fotografias do álbum do Soldado Hildo Sebastião do Amaral ( Duartina - SP).
- Acerco fotográfico do autor
Memórias e oralidade:
- General Austregésilo Homem de Melo.
- Cabo Francisco Moreno.
- Major Pedro Adilio de Lima.
- Joaquim José Leite Carneiro.
 Fontes consultadas:
- Soldados de Fronteira, memorias e narrativas da criação do 2º B Fron. Sandro Miguel Silva Paula. 2008. edição do autor.
- Histórias de uma região. Octaviano Cabral, 1963 1ª Ed. Editora Himalaya.
- Gabriel Pinto de Arruda, Um trecho do oeste brasileiro, 1938..



terça-feira, 22 de janeiro de 2019

COHAB VELHA E AVENIDA SÃO LUIZ, DÉCADA DE 1970.

Por: Silva Paula, Sandro Miguel.

Nos primeiros anos da década de 1970, em meio a onda de acontecimentos de obras em Cáceres, é feita a doação de uma área a Companhia de Habitação do Estado de Mato Grosso - COHAB, no loteamento denominado de "Vila Maria", onde foi construída 110 casas populares. Hoje conhecemos como Cohab Velha.
Vista aérea do loteamento Vila Maria, que conhecemos popularmente de Cohab Velha. 
Fontes: Fotografia arquivo do Museu Histórico de Cáceres.
Natalino Ferreira Mendes, Efemérides cacerense, Vol II, 1992, pg 24.

Avenida São Luiz e os bairros adjacentes no mesmo período, fazem a cidade expandir.

Vista do bairro Marajoara

Região da Avenida São Luiz

Avenida São Luiz no alto ao fundo o Rio Paraguai e a Ponte.
Fonte: arquivo iconográfico do Museu Histórico de Cáceres

domingo, 20 de janeiro de 2019

ESTAÇÃO RODOVIÁRIA DA NOVA CÁCERES DÉCADA DE 1970.

Por: Silva Paula, Sandro Miguel.

As décadas de 1950 a 1970, podemos destacar como sendo um período em que o município recebeu estrutura urbana e viária que mudou a paisagem da cidade. O incensante movimento de migrantes para a região da grande Cáceres tomou vulto e fortaleceu a industria agropastoril, a rodovia e a ponte sobre o Rio Paraguai interligando o norte do Brasil passa pela cidade, que ganha visibilidade. 
Em 31 de março de 1971, é inaugurada a Estação Rodoviária "Nova Cáceres", nome que era o lema da municipalidade do período, mas em 1972 por indicação do Vereador Hênio Maldonado a estação rodoviária passa a denominar Dr. José Monteiro da Silva, prefeito da cidade que havia falecido no seu primeiro ano de mandato (1971).

Vista da rodoviária pela Avenida 7 de Setembro, destaca-se o pintor desenhando um mapa do trajeto percorrido pelos ônibus e a viatura do EB a esquerda. Acervo do Autor

Vista da Estação Rodoviária pela Avenida do Sangradouro.
Fonte da fotografia Profº Natalino Ferreira Mendes: História de Cáceres - história da administração municipal/Tomo I, 1973.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

A PONTE DE PEDRA SOBRE O CÓRREGO SANGRADOURO.

Por: Silva Paula, Sandro Miguel.

Entre os anos de 1909 e 1911, foi construída sobre o córrego do Sangradouro uma ponte de pedra, que ligava a Rua General Osório com a Rua Riachuelo no bairro da Cavalhada. A necessidade de construir uma ponte sobre o Sangradouro, corre a época em que a "Vila Maria" foi elevada a "Cidade" com o nome de São Luiz de Cáceres (1874).

Nos relatórios da Câmara Municipal ao Presidente da Província de 1875, os edis apresentam as necessidades do povo quanto a construção de sua catedral e de uma ponte, nesse relatório o discurso "revestiam-se de um caráter civilizatório instituindo verdades que eram plasmadas, sobretudo no código de postura do município e nas leis promulgadas pela Câmara Municipal... (Adson de Arruda, pg 99, História e memória Cáceres, ed. UNEMAT, 2011). 

Abaixo um recorte da transcrição  do relatório:
"Torna-se de palpitante necessidade a construção de uma ponte sobre o Sangradouro que atravessa esta cidade, cortando-a em dois bairros, e pois na estação invernosa tornam-se incomunicáveis, com o maior território da cidade por represas feita pelas águas do Rio Paraguai", . (Natalino Ferreira Mendes, pg 66, Efemérides cacerenses, Volume I, 1992)
Em outro relatório da Câmara Municipal de 1876 aponta a necessidade urgente da construção da ponte sobre o córrego do Sangradouro, mas o pedido não se concretizou.

Fotografia extraída do livro, "Um trecho do oeste brasileiro", de Gabriel Pinto de Arruda, 1938. vista da Rua Riachuelo, ao centro no fundo a catedral ganhando altura.
Decorridos mais de 30 anos a construção da ponte sobre o córrego do Sangradouro se materializou, o Professor Natalino Ferreira Mendes assim transcreveu na Efemérides Cacerenses:
7 de abril de 1910 - O Sr Luiz da Costa Garcia assina contrato com a Intendência Municipal para construção da ponte do Sangradouro em continuação da Travessa da Liberdade (hoje, Gen. Osório). Especificação: "uma ponte de alvenaria com 12 x 4,5 m e 4 m de altura, assentado o seu taboleiro sobre duas abóbodas de 0,75 m de espessura, levantadas sobre 3 paredes de 80 centímetros cada uma de grossura, tendo os alicerces das mesmas um metro de profundidade abaixo do solo e ficando um vão livre de 5m entre elas, Seu pavimento de barro socado... Será construída de pedra canga e tijolos requeimados, devendo aquela ser lavrada e esquadriada na parte da ponte que fica acima da superficie do solo e a argamassa empregada será composta de uma parte de cal por três de areia. O prazo de conclusão da obra é de seis meses e o valor 8.000$000.(Natalino Ferreira Mendes, pg 94/95, Efemérides cacerenses, Volume I, 1992)

O Mestre construtor da obra arquitetônica foi o Senhor José Vanini, sendo considerada uma das principais ações da administração de Diogo Nunes de Souza (1909/1911).
Ponte Branca nas cheias da década de 1970.

Vista da Ponte Branca 

Ponte Branca ao fundo corte da Rua Riachuelo década de 1970, vista da Escola União e Força.

Vista da Rua Riachuelo, com destaque as torres da catedral.



A Ponte Branca e o ipê roxo (Handroanthus impetiginosus), década de 1990.

Na década de 1990, figura como importantes realizações de urbanismo em Cáceres a construção no córrego Sangradouro de uma galeria de concreto armado, que se estendeu desde a primeira seção de galerias construída na década de 1970 até onde deságua o Sangradouro entre os antigos Porto da Manga e Porto de Benedito Tomé.
Nesse período foram feitas manifestações para que se preserva-se a antiga Ponte de Pedra, mas a marcha inconteste do progresso não se deteve e assim se foi a Ponte Branca.

Acervo Engº Adilson Reis.

Acervo Engº Adilson Reis.

Acervo Engº Adilson Reis.

Acervo Engº Adilson Reis.
A ponte de pedra canga ficou conhecida e batizada como Ponte Branca no meio popular, motivado pelas inúmeras pintura de cal que recebia no correr dos anos.
Foi letra de enredo no carnaval cacerense e nome de bloco carnavalesco que exaltavam a sua magnitude e historicidade cantando os versos assim:

Foi na ponte branca, que despontou a cavalhada,
 ê cavalhada.
Na história de Cáceres relembrada, e consagrada cavalhada.


 Fontes consultadas:
- Gabriel Pinto de Arruda, Um trecho do oeste brasileiro,1938.
- Obras de Natalino Ferreira Mendes:
    1) História de Cáceres (História da administração Municipal) Tomo I, 1973.
    2) Efeméride cacerenses, volume I e II, 1992.
- Otávio Ribeiro Chaves e Elmar Figueiredo de Arruda, História e memória Cáceres, UNEMAT, 2011.
- Maria de Lourdes Fanaia Castrillon, Um esboço sobre a Camara Municipal de Vila Maria do Paraguai 1859-1889, 2006.
Fotografias:
Acervo iconográfico do Museu Histórico de Cáceres.
Acervo Engº Adilson Reis.
Acervo do autor.
Memórias e oralidade:
Dr. Hênio Maldonado.
Valdomiro Santana de Paula
Alzira Cebalho de Almeida
Ana Márcia Nunes de Oliveira

DRENAGEM DO CÓRREGO DO SANGRADOURO.

Por: Silva Paula, Sandro Miguel.

O córrego do Sangradouro atravessa a cidade e divide a parte central e o bairro cavalhada. Na estação das chuvas se transformava em um grande braço do Rio Paraguai que se estendia até a Rua Joaquim Murtinho.
Entre 1967 e 1971, fez-se a primeira drenagem e construção de galerias de concreto armado sobre o Sangradouro, nos fundos onde hoje é a sede do Rotaract Club de Cáceres, localizado na Rua Treze de Junho até a altura da antiga rodoviária, bem como abertura de ruas marginais e alargamento do córrego.

Casa ao fundo pertencia a familias japonesas entre as décadas de 1950 a 1960, onde a produção era hortifrutigranjeiros, Familia Nakayama, Kaneno e Endo. Em meados da década de 1970, passou a morar o senhor Gumercindo que continuou a atividade de produção.
Ao fundo Prefeito José Monteiro, 1971.
Ao fundo a Ponte Branca.
Alargamento do córrego Sangradouro.
A esquerda no alto a casa do Sr Daveron (americano) e sua vizinhança casa do Coronel, no centro a casa das familias japonesas tendo ao fundo os canteiros de produção, ao lado a casa do senhor Carlos Kulesa de origem alemã e da familia do Senhor Joaquim Carneiro, todos na Rua Riachuelo.
A esquerda o porto do Sr Benedito Tomé e a direita o porto da Manga, na margem da ilha o Bar Mini Praia.
Boca do Sangradouro


Rua Riachuelo na altura da "Casa do Coronel".


Rua Riachuelo próximo a residencia do Sr Joaquim Carneiro.


Fontes consultadas: 
Prof. Natalino Ferreira Mendes, obras:
- História de Cáceres, história da administração municipal, Tomo I, 1973; e 2ª Edição 2009.
- Efemérides cacerenses, volume I e II, 1992.
Fotografias do:
 Arquivo iconográfico do Museu Histórico de Cáceres;
Acervo Arquiteta Reginete Maria Rondon da Silva.
Memórias e oralidade:
Valdomiro Santana de Paula
Nilson Pereira
Alzira Cebalho de Almeida

sábado, 29 de dezembro de 2018

NACIONAL ATLÉTICO CLUBE, O TIME DA VILA DOS SARGENTOS DO 2º BATALHÃO DE FRONTEIRA.

Por: Silva Paula, Sandro Miguel.


NACIONAL A. C. Campeão Cacerense de futebol no ano de 1962.

Solenidade de entrega de faixas pelas madrinhas no campo de futebol do 2º Batalhão de Fronteira.
Madrinhas entregando a faixa de campeão aos jogadores do NAC, Estádio 24 de Maio do 2º B Fron.
19 agosto de 1962

O NAC, surgiu do Vila Nova E.C.  equipe de futebol  fundada pelos Subtenentes e Sargentos do Exército no ano de 1961, quando da construção e inauguração da vila dos Sargentos em Cáceres-MT, em 1962 o Vila Nova muda de nome para Nacional Atlético Clube, contando a partir desse momento com jogadores civis.   
Abaixo a primeira formação do Vila Nova E.C. no Estádio 24 de  Maio do 2º B Fron, ano de 1961.

Campo de futebol do 2º B Fron/Cáceres-MT.  
Em pé da esq/direita: Sub Ten A. Costa, Fabiano, ____,____, Sgt Orival Rodrigues de Souza.
Agachados esq/dir: Sgt Batista,_____, Sgt Benamare,,____,Sgt Barros.

O Nacional A. C. em 1962 no Estádio Alfredo Dulce.
Em pé esq/dir: Sgt Orival, Cabo Virgilio "Jacaré", Fanaia, ___,___,___, Cléber,___.
agachados esq/dir:___,___, Sgt Benamares,___,___.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

EQUIPE DE FUTEBOL DA UNIÃO BENEFICENTE DE SUBTENENTES E SARGENTOS DE CÁCERES - UBSSC, DÉCADA DE 1970.

Por: Silva Paula, Sandro Miguel.
Em pé Esq/Dir: Sgt Edison de Oliveira, Nick, Souza, João Batista, Luiz Ribeiro, Hugo e Nélio
Agachados Esq/Dir: Saci, Cássio, Luiz Carlos, Gilberto Haueisen "Mineiro", Canhento e o jovem Luiz Mário (Pacu).
Local da fotografia: Estádio 24 de Maio - 2º B Fron

Sede da União Beneficente de Subtenentes e Sargentos de Cáceres - UBSSC, fundada em 20 de Maio de 1951, e estabelecida na Praça Duque de Caxias.

Uma figura celebre para a fundação da UBSSC, foi a do Sargento José de Souza Ribeiro, que também foi um dos fundadores da USA - União Social de Assistência. Sgt Ribeiro era professor no então Ginásio Onze de Março quando veio a falecer em 6 de junho de 1958.
Fonte: 
- Iconografia e texto dos livros: Soldados de Fronteira. memórias e Narrativas da criação do 2º Batalhão de Fronteira e "A cidade e a bola, nos campos de sociabilidades em Cáceres-MT". Sandro Miguel da Silva Paula.
Relatos de Memórias: Dr. Hênio Maldonado, Carlos César Ourives "Canhento", Sub Tenente Edison de Oliveira. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

TIME DO ABC FORMADA PELO IRREVERENTE ARISTIDES PARAGUAIO.

Por: Silva Paula, Sandro Miguel.

O ABC foi um time de futebol de salão, montado por Aristides Romeiro na década de 1980, que reunia craques da bola pesada.
Em pé da esq/dir: O magnifico goleiro Jony (in memorian), Miko, Bofo, Pedrinho Cabeção e Aristides Romeiro. Agachados esq/dir: Jorge Vila, Jorginho Japonês, Carlinho Bugre e Duca.
Fonte: acervo fotográfico do autor e memórias de Wladimir Ponce "Miko" e Aristides Romeiro.

COMEMORAÇÕES DA FUNDAÇÃO DE CÁCERES EM 06 DE OUTUBRO DE 1951.

Por: Silva Paula, Sandro Miguel.
Em 6 de Outubro de 1951,  a equipe do Mixto Esporte Clube esteve presente novamente para as comemorações do aniversário da cidade.

Selecionado Cacerense, (com o uniforme do Esporte Clube Mato Grosso de Cáceres), no jogo comemorativo do aniversário da cidade em 6 de outubro de 1951.  
Local Estádio Alfredo Dulce.
(Fonte da imagem: arquivo do autor)

Mixto Esporte Clube jogo comemorativo do aniversário de Cáceres-MT em 6 de outubro de 1951.  Local Estádio Alfredo Dulce.
(Fonte da imagem: arquivo do autor)

Praça Barão do Rio Branco, povo aguardando o desfile de 6 de outubro de 1951.
(Fonte da imagem: arquivo do autor)

Palanque armado para parada de 6 de outubro de 1951.
(Fonte da imagem: arquivo do autor)

Autoridades reunidas a frente da Catedral de São Luiz, a direita Don Galibert.
6 de outubro de 1951.      Fonte da imagem acervo do autor.


Flagrante das equipes de futebol da cidade acompanhadas pelo Mixto E.C. de Cuiabá, perfilados para o desfile. Bandeira da esquerda para direita Esporte Clube Mato Grosso, Mixto E. C. Humaitá e Cacerense e alunos das escolas do município. (acervo Professor Pailo Fanaia)

Fontes consultadas:

- Campeonato cuiabano de 1951, consulta ao site:
- Efemérides Cacerenses Volumes 1 e 2 - 1992, Natalino Ferreira Mendes.
- História de Cáceres: História da Administração Municipal, 1971, Natalino Ferreira Mendes. 
- Arquivo Público Municipal de Cáceres
- Museu Histórico de Cáceres
- Acervo Professor Paulo Fanaia

terça-feira, 6 de novembro de 2018

COMEMORAÇÕES DA FUNDAÇÃO DE CÁCERES, EM 06 DE OUTUBRO DE 1949.

Por: Silva Paula. Sandro Miguel da.

Na década de 1940, o futebol em Cáceres começa a alcançar visibilidade no cenário estadual, o Jornal “A RAZÃO” em suas páginas de 15 de Outubro de 1949, destacou as comemorações do 171º ano de fundação de Cáceres, que destaco em tiras do periódico o registro:

Jornal A Razão de 15 de outubro de 1949.
Fonte: Arquivo Público Municipal de Cáceres


“6 DE OUTUBRO – Ainda não assistimos a uma comemoração da data da fundação de Cáceres, tão festiva e alegre como a deste ano. (...) Para essas festividades foram previamente convidados o Sr. Dr. Arnaldo de Figueiredo, Governador do Estado, o Sr. Dr. Mário Corrêa, Presidente do Tribunal, senhores deputados e amigos da cidade.

O Tricampeão de Cuiabá, o Mixto, convidado pela Liga Esportiva Cacerense, aqui esteve abrilhantando, com o seu jogo de classe e estilo as nossas festas”.

 E segue ainda a narrativa:

 “(...) O DESFILE – Passada em revista a tropa por S. Excia. o Sr. Dr. Governador, que se achava acompanhado do Sr Major Henrique Oest, ilustre comandante do 2º B. F., vieram ambos para o palanque ali aramado, onde já se encontravam a sua comitiva, autoridades e convidados. (...) Inicia-se, agora, o grande desfile que foi aberto pelo garboso Ginásio 11 de Março, seguindo-se os outros colégios, com numerosos alunos, quase um milhar, rigorosamente uniformizados. Passam depois os atletas do Mixto, Mato Grosso, Cacerense e Humaitá, arrancando palmas da numerosa assistência. Aparece garboso, impecável o 2º B.F. (...). A tropa militar desfilou, toda ela, sob calorosos aplausos do povo que não se furta ao prazer de demonstrar o carinho para com seu querido Batalhão”. (...).

Tiras ainda do Jornal A Razão:

“PELOS ESPORTES – Dentre as festividades programadas para a comemoração da data magna de Cáceres, constavam várias provas esportivas como sejam futebol, voleibol e basquetebol. Para tomar parte nesses prélios, foi, pela Liga Esportiva cacerense, a mentora dos esportes em nossa terra, convidado o pujante Mixto Esporte Clube, tri-campeão de futebol de Cuiabá e expressão máxima dos esportes em Mato Grosso, para medir forças com selecionados locais de futebol, voleibol e basquetebol, emprestando, assim maior brilhantismo aquelas festividades”.
Fonte imagem: http://www.mixtoec.com.br


“FUTEBOL – Num ambiente de grande expectativa e nervosismo por parte da maior assistência vista em nosso campo de esportes, deram entrada no gramado, os esquadrões do Mixto, integrado dos seus grandes astros, e, debaixo de estrepidar de rojões, o selecionado cacerense, que trazia no peito a vontade indômita de fazer bonito papel, diante de seu valente e destemido adversário.
Os quadros alinharam-se da seguinte forma: MIXTO: Dito, Nascimento, Uir, Clarindo, Alan e Gerbe. Bagaço, Cajabi, Iris, Uirton e Batico
SELECIONADO CACERENSE: Edgard, Rafagneli, Totó, Ditinho, Velásquez, Budu, Militão, Levente, Murilo, Caio e Valdemar.
O Kik Off foi dado pelo Exmo. Sr Governador do Estado de Mato Grosso presente no prélio.

Nesta tira podemos sentir a narração do jogo através das palavras, muito bem elaboradas para descrever o evento em si:

“De início vão os cuiabanos rapidamente ao ataque. Feito o rechace pela defesa do selecionado, vai este imediatamente a frente e o famoso goleiro Dito, é, chamado a intervir por várias vezes, aparando tiros de Murilo e seus comandados. Série grande de corners é concedida pela defesa Mixtense, numa eloquente prova do valor dos atacantes do selecionado, incansáveis na ação do bombardeio ao arco Cuiabano. Maus pedaço de tempo passou o Mixto, e não fosse a má sorte dos nossos arremates finais, e o escore seria irremediavelmente outro. Rearticulando-se o Mixto e vai a frente, dos pés de Cajabi, desmarcado no momento, parte um passe para Bagaço. O rápido garoto atira e Edgard defende, mas, Uirton cabeceando espetacularmente consegue vencê-lo, assinalando o 1. tento do Mixto. Nova saída do selecionado que vai a frente, ávido de desforra. Após inúmeros ataques do selecionado, sem resultado prático, uma bola é esticada a Valdemar. Este cruza-a na área e Militão desfere violento pelotaço que é defendido de munhecaço por Dito, mas Murilo impetuoso como nunca, num salto felino, e em formidável cabeçada, faz estremecer as redes Cuiabanas, empatando o prélio, debaixo de ensurdecedor pipocar de morteiros. (...)  

O MIXTO venceu pelo placar de 2 a 1, com gols de Uirton e Cajabi e pelo selecionado Cacerense marcou Murilo. O Mixto havia conquistado os títulos do campeonato cuiabano de futebol de 1947, 48 e 49.


Abaixo registros da cerimônia:
Ginásio 11 de Março no desfile de 6 de Outubro 1949. (Fonte da imagem arquivo do autor)

Desfile do 2º B Fron no dia 6 de Outubro de 1949. 
(Fonte da imagem: arquivo do autor)

Revista da tropa do 2º B Fron no dia 6 de Outubro de 1949. (Fonte da imagem arquivo do autor)




Fontes consultadas:

- Campeonato cuiabano de 1949, consulta ao site:
Historico da federação Mato Grossense de Futebol
https://www.campeoesdofutebol.com.br/mato_grosso_historia.html 
- Efemérides Cacerenses Volumes 1 e 2 - 1992, Natalino Ferreira Mendes.
- História de Cáceres: História da Administração Municipal, 1971, Natalino Ferreira Mendes. 
Arquivo Público Municipal de Cáceres
Museu Histórico de Cáceres

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