sexta-feira, 24 de maio de 2019

DOCUMENTÁRIO MEMÓRIAS DOS SOLDADOS DE FRONTEIRA

- A  18 anos iniciei a coletar depoimentos para o livro Soldados de Fronteira - memórias e narrativas da criação do 2º batalhão de Fronteira na cidade de Cáceres-MT, publicado em 2008. 
- Esse percurso teve inicio com o General de Divisão Austregésilo Homem de Mello, meu primeiro entrevistado, depois pelos ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira - FEB Vitor de Arruda, Antônio Pedro Pinto de Miranda Neto, Acácio Deluque, Pedro Adílio de Lima, Juliano Gonçalves Neto, todos oriundos da cidade e que serviam no 2º Batalhão de Fronteira.

- No caminho foram emergindo as vozes das mulheres e seus esposos militares destacados que construíram com as próprias mãos os destacamento militares na fronteira oeste de Mato Grosso, dessa forma um mosaico foi se desenhando, correntes intensas de memórias que estavam no subterrâneo e andavam pelas margens surgiram, após evocadas. Dai então a ideia de reunir todos para fazer parte da memória coletiva, agora monumentalizadas em suportes concretos de áudio e vídeo.
- Abaixo um trecho do pequeno documentário que esta sendo construído com recursos do próprio autor. 



domingo, 12 de maio de 2019

UNIÃO OPERÁRIA CACERENSE - UOC.

Por: Silva Paula, Sandro Miguel.
Sentados da esq/direita: Elson Silva,____________,Mestre Tomaz Elias, Mestre Quintino, Benedito Ponce, José do Rozauro, Sr Leonardo. Atrás em pé: Sr Mestre Ramão, Milton Santana, Sr Otacilio, Sr Cardoso, Manuelico Cabral.
Na década de 1940, havia dois clubes sociais na cidade o Humaitá e o Mato Grosso, que era frequentado somente pela elite cacerense, os menos favorecidos não tinham a mesma oportunidade de frequentar as atividades sociais e culturais.

O autor e o Engº Walter da Silva Pedroso, em sua residência.
Apesar de que: “os operários cacerenses eram o esteio da cidade e das grandes fazendas de Cáceres, como a Ressaca, Barranco Vermelho, Descalvados e Jacobina, no processamento e manufatura da industria, como também nas matas de Poaia e tudo que fazia movimentar a cidade” (Dr. Walter da Silva Pedroso filho do Sr Benedito Ponce Pedroso um dos fundadores da UOC).

Foi então que em Assembleia Geral organizada pela classe trabalhadora de Cáceres no dia 15 de novembro de 1946, decidiram fundar uma instituição destinada às famílias dos operários cacerense, onde os trabalhadores pudessem realizar atividades sociais, culturais e recreativas.
No dia 1º de Janeiro de 1947 é fundada a UNIÃO OPERÁRIA CACERENSE - UOC, por mulheres e homens das mais diversas profissões da cidade: Carpinteiros, Oleiros, Lavadeiras, Marceneiros, Pedreiros, Carroceiros, Poaieiros, Vaqueiros, Cuidadoras de idosos e de crianças, Alfaiate, Costureiras, Sapateiro, Ferreiro, Pescadores (as), Ourives, Estivadores, Aguadeiro, Amola-tesoura, Leiteiro, Coveiro, e outros.  
A sua primeira diretoria foi formada com os senhores:
o Presidente Mestre Quintino Antônio de Campos, Octávio Santos, Mestre Tomáz Elias Antunes, Dário dos Santos Rosa, Herculano de Araujo, João Corbelino e Alcebiades Camilo da Silva.
Assim que entrou em atividade a União Operária Cacerense, passou a tomar conta do cenário social, cultural e esportivo da cidade, atraindo a comunidade em geral para suas atividades.
Posso afirmar que a fundação da União Operária cacerense gerou poderosos laços de união e solidariedade dentro da sociedade cacerense.    

Festa do dia do trabalho 1º de Maio de 1960: No alto a esquerda Rubens Alt, Segundo em pé da esq/dir Dalvino marceneiro, Horacimil Cipriano de Carvalho, Francisco Santino, Leonardo Claro Cardoso, Benedito Ponce, José Ramos, José do Rozauro (com a garrafa e copo), Basilio Ortega.

Festa do dia do trabalho 1º de Maio de 1960: 

Na mesa ferramentas dos diversos oficios para serem abençoados na 
Festa do dia do trabalho 1º de Maio de 1960:
Esq/dir: Ari Porto, Octaviano, Benedito Francisco de Paula - mestre Tomé, Manoel - carroceiro, Jair, Horacimil Cipriano, Benedito Ponce, Dalvino Monteiro, Tomaz Elias (de terno), Sr Otacilio, __________.

O menino a esquerda em primeiro plano é Cabo do Exército Luiz, Sr Ramirez (com o copo), Francisco Santana, Horacimil Cipriano (com espeto), Benedito Ponce, ao fundo o jovem Adilson Reis.

Missa organizada pela União Operária Cacerense, dedicado as comemorações do dia do Soldado na Catedral de São Luiz - 25 de agosto de 1966.

Missa organizada pela União Operária Cacerense, dedicado as comemorações do dia do Soldado na Catedral de São Luiz - 25 de agosto de 1966.

Carnaval na União Operária cacerense em Fevereiro de 1967.

Carnaval na União Operária Cacerense em Fevereiro de 1967, coroação da Rainha do Carnaval.


Fontes Orais:
Engº Walter da Silva Pedroso
Alzira Cebalho de Almeida
Valdomiro Santanna de Paula
Estácio Ramos de Arruda (in memorian)
Zulmira Sebalho de Paula Arruda (in memorian)
Acervo Iconográfico:
Engº Walter da Silva Pedroso
Fontes consultadas:
- Natalino Ferreira Mendes - Efemérides cacerenses - volume I- 1992 (pág. 67)
- Ata de fundação da União Operaria cacerense - UOC de 1/01/1947.

quarta-feira, 27 de março de 2019

REGISTROS DA EXPEDIÇÃO REVISORA DO MARCO DO JAURU 12 DE MAIO DE 2009..

Após a realização da Expedição Revisora ao local de assentamento do Marco do Jauru, o evento recebeu vários registros na mídia local e regional

Jornal Bom Dia Mato Grosso - TVCA


 Programa Ponto de Encontro da TV Descalvados em 13 de setembro de 2009, realizado no local do assentamento, participaram O Cel João Batista Neves Neto (Cmt 2º B Fron), o Sargento Sandro (2º B Fron), Jornalista Luizmar Faquini e equipe do Programa Ponto de encontro



Palavras da Professora Dra. Maria de Fátima Gomes Costa da UFMT, celebre pesquisadora das Terceira Partida de Limites e do Marco do Jauru. Registro feito em 12 de maio de 2009, no ponto de localização aproximado do Marco do Jauru.




Programa Aqui Agora TV Descalvados, 11 de maio de 2009, no auditório do 2º B Fron.


sábado, 16 de fevereiro de 2019

BANDEIRANTES FOOTBALL CLUBE CAMPEÃO CACERENSE DE 1976.

Em 1976 a equipe do Bandeirantes Football Clube do inesquecível amigo Hênio Marques, sagrou-se campeão cacerense de futebol vencendo o Oriente do Sr Alíbia, pelo placar de 1 a zero.

Esq/dir: Militão, Walter Picolé, Miko e Curió.
O Bandeirantes ainda possuía nos seus quadros Caxito, Braga, Serapião, Edvaldo, Paulinho, José Teixeira e Arquimedes. Local Estádio Municipal Luiz Geraldo da Silva.
Fontes:
Memoria e oralidade
- Hênio Marques (in memoriam)
- Wladimir Porto Pedroso.
Acervo fotográfico
- Wladimir Porto Pedroso

EQUIPE DE FUTEBOL DE SALÃO DA RONDOMAQ DE CÁCERES-MT.

A Rondomaq era uma empresa de venda de veículos e maquinas agrícolas que se instalou em Mato Grosso na década de 1970, antes da divisão do estado, tendo suas lojas estabelecidas nas cidades de Cuiabá, Cáceres e Rondonópolis. 
Patrocinava o esporte e as atividades sociais na cidade, o time de futebol de salão da Rondomaq em Cáceres era gerenciada pelo Capitão Heraldo e Chumbinho.

Em pé esq/dir: Heraldo de Carvalho (Pelé branco), Rene, Walter japones. agachados esq/dir: Miko, Jorge Vila e Bofó. Torneio de futebol salão no 2º B Fron, 1978.

Folder da Dupla sertaneja Toni e Gerre, com a propaganda da Rondomaq e suas lojas em Cuiabá, Cáceres e Rondonópolis. 1976. 
Fonte: http: www.gentedeminhaterra.blogspot.com/2018/04/toni-gerre-1976-grande-mato-grosso-lpc.html 



Fonte:
- Memoria e oralidade: Wladimir Porto Pedroso (Miko)
- acervo fotográfico de Wladimir Porto Pedroso (Miko)
Sites consultados:
- http://gentedeminhaterra.blogspot.com/2018/04/toni-gerre-1976-grande-mato-grosso-lpc.html
-https://www.youtube.com/watch?v=BvRJlv3MCpY

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

A BANDA DE MUSICA DO 2º BATALHÃO DE FRONTEIRA.


Por: Silva Paula, Sandro Miguel.
Desfile da Banda de Corneteiros e Tambor, 2º B Fron 1946. Estado Maior perfilado e ao fundo prédio de uma companhai de fuzileiros.
A primeira constituição de algo similar a uma banda de musica militar em Cáceres vai ocorrer com a criação da 2ª Companhia de Fronteira do 2º B Fron, no ano de 1938, denominada de “BANDA DE CORNETEIROS E TAMBOR”. Não chegava a ser uma FANFARRA, outra característica das organizações musicais do Exército no período, mas uma pequena seção composta de cornetas e tambor que supunha-se ser de mais fácil aprendizado, e, principalmente pelo pequeno efetivo que era de 150 homens da Companhia recém criada.
Em 1939 ocorre à organização completa do 2º B Fron e seu efetivo é aumentado quando criou-se a necessidade de também fazer surgir uma Banda de Música, mas, por motivos administrativos e acumulados ainda pela distância e a carência de elementos humanos com aptidão para o exercício da pratica musical, não veio a se concretizar.
Jazz Band do 2º Batalhão de Fronteira - 1939.
Mas, a necessidade de se ter um organismo que pudesse criar motivações para os militares e alegrar os dias de intensos trabalhos para construir a estrutura atual do 2º B Fron, fez com que se criasse a JAZZ BAND DO 2º B FRON, em fins de 1939, mesclada com músicos da cidade.

Baile dos Reservistas no Esporte Clube Mato Grosso - 03 Dez 1946,
onde hoje é o Centro Municipal de Cultura. 
Outra finalidade da JAZZ BAND  era de arrecadar recursos motivado principalmente pela necessidade de manutenção e construção dos prédios do batalhão. Era contratada para animar as festas nos clubes e casas da cidade. Os recursos do Governo Federal eram escassos, por isso tinha que se virar como podia.
A partir da década de 1940 a cidade de Cáceres vai ser envolvida pelas novidades musicais dos grandes centros do País como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, trazidas pelos reservistas designados para servir no 2º B Fron.
Danças populares e gêneros musicais derivados de ritmos e melodias de raízes africanas, europeus e platinos vão se fazer mais presentes, criando ritmos sincopados.
O carnaval começa a tomar forma com a participação principalmente da classe menos favorecida da cidade, a música do rádio conduzida por Ary Barroso, Lamartine Babo e “O teu cabelo não nega”, Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa, dentre outros, que pareciam na sua essência tão distante, ganham vida  nos acordes da JAZZ BAND DO 2º B FRON.
Banda de Música nas margens do Rio Paraguai em 1956, ao fundo a caixa d'água e prédio da União Social de Assistência - USA.
 A pequena Jazz Band vai então ganhar foros de  Banda Militar em 20 de fevereiro de 1946, sendo considerada como Banda de Música Categoria “D”. Até os dias atuais a Banda de Música é um importante vetor de comunicação social.   

Desfile 7 de setembro de 1950, Praça Barão do Rio Branco.

Dia do Soldado 25 de agosto de 1956. 

Desfile da tropa, 1949, ao fundo a direita o posto de comando do batalhão.

Desfile Dia do Soldado - 25 agosto de 1946.
Desfilam como a guarda a bandeira nacional alunas do Colégio das Irmãs. Ao fundo o pavilhão de comando em construção.

Fotografias:
- Fotografias do álbum do Soldado Hildo Sebastião do Amaral ( Duartina - SP).
- Acerco fotográfico do autor
Memórias e oralidade:
- General Austregésilo Homem de Melo.
- Cabo Francisco Moreno.
- Major Pedro Adilio de Lima.
- Joaquim José Leite Carneiro.
 Fontes consultadas:
- Soldados de Fronteira, memorias e narrativas da criação do 2º B Fron. Sandro Miguel Silva Paula. 2008. edição do autor.
- Histórias de uma região. Octaviano Cabral, 1963 1ª Ed. Editora Himalaya.
- Gabriel Pinto de Arruda, Um trecho do oeste brasileiro, 1938..



terça-feira, 22 de janeiro de 2019

COHAB VELHA E AVENIDA SÃO LUIZ, DÉCADA DE 1970.

Por: Silva Paula, Sandro Miguel.

Nos primeiros anos da década de 1970, em meio a onda de acontecimentos de obras em Cáceres, é feita a doação de uma área a Companhia de Habitação do Estado de Mato Grosso - COHAB, no loteamento denominado de "Vila Maria", onde foi construída 110 casas populares. Hoje conhecemos como Cohab Velha.
Vista aérea do loteamento Vila Maria, que conhecemos popularmente de Cohab Velha. 
Fontes: Fotografia arquivo do Museu Histórico de Cáceres.
Natalino Ferreira Mendes, Efemérides cacerense, Vol II, 1992, pg 24.

Avenida São Luiz e os bairros adjacentes no mesmo período, fazem a cidade expandir.

Vista do bairro Marajoara

Região da Avenida São Luiz

Avenida São Luiz no alto ao fundo o Rio Paraguai e a Ponte.
Fonte: arquivo iconográfico do Museu Histórico de Cáceres

domingo, 20 de janeiro de 2019

ESTAÇÃO RODOVIÁRIA DA NOVA CÁCERES DÉCADA DE 1970.

Por: Silva Paula, Sandro Miguel.

As décadas de 1950 a 1970, podemos destacar como sendo um período em que o município recebeu estrutura urbana e viária que mudou a paisagem da cidade. O incensante movimento de migrantes para a região da grande Cáceres tomou vulto e fortaleceu a industria agropastoril, a rodovia e a ponte sobre o Rio Paraguai interligando o norte do Brasil passa pela cidade, que ganha visibilidade. 
Em 31 de março de 1971, é inaugurada a Estação Rodoviária "Nova Cáceres", nome que era o lema da municipalidade do período, mas em 1972 por indicação do Vereador Hênio Maldonado a estação rodoviária passa a denominar Dr. José Monteiro da Silva, prefeito da cidade que havia falecido no seu primeiro ano de mandato (1971).

Vista da rodoviária pela Avenida 7 de Setembro, destaca-se o pintor desenhando um mapa do trajeto percorrido pelos ônibus e a viatura do EB a esquerda. Acervo do Autor

Vista da Estação Rodoviária pela Avenida do Sangradouro.
Fonte da fotografia Profº Natalino Ferreira Mendes: História de Cáceres - história da administração municipal/Tomo I, 1973.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

A PONTE DE PEDRA SOBRE O CÓRREGO SANGRADOURO.

Por: Silva Paula, Sandro Miguel.

Entre os anos de 1909 e 1911, foi construída sobre o córrego do Sangradouro uma ponte de pedra, que ligava a Rua General Osório com a Rua Riachuelo no bairro da Cavalhada. A necessidade de construir uma ponte sobre o Sangradouro, corre a época em que a "Vila Maria" foi elevada a "Cidade" com o nome de São Luiz de Cáceres (1874).

Nos relatórios da Câmara Municipal ao Presidente da Província de 1875, os edis apresentam as necessidades do povo quanto a construção de sua catedral e de uma ponte, nesse relatório o discurso "revestiam-se de um caráter civilizatório instituindo verdades que eram plasmadas, sobretudo no código de postura do município e nas leis promulgadas pela Câmara Municipal... (Adson de Arruda, pg 99, História e memória Cáceres, ed. UNEMAT, 2011). 

Abaixo um recorte da transcrição  do relatório:
"Torna-se de palpitante necessidade a construção de uma ponte sobre o Sangradouro que atravessa esta cidade, cortando-a em dois bairros, e pois na estação invernosa tornam-se incomunicáveis, com o maior território da cidade por represas feita pelas águas do Rio Paraguai", . (Natalino Ferreira Mendes, pg 66, Efemérides cacerenses, Volume I, 1992)
Em outro relatório da Câmara Municipal de 1876 aponta a necessidade urgente da construção da ponte sobre o córrego do Sangradouro, mas o pedido não se concretizou.

Fotografia extraída do livro, "Um trecho do oeste brasileiro", de Gabriel Pinto de Arruda, 1938. vista da Rua Riachuelo, ao centro no fundo a catedral ganhando altura.
Decorridos mais de 30 anos a construção da ponte sobre o córrego do Sangradouro se materializou, o Professor Natalino Ferreira Mendes assim transcreveu na Efemérides Cacerenses:
7 de abril de 1910 - O Sr Luiz da Costa Garcia assina contrato com a Intendência Municipal para construção da ponte do Sangradouro em continuação da Travessa da Liberdade (hoje, Gen. Osório). Especificação: "uma ponte de alvenaria com 12 x 4,5 m e 4 m de altura, assentado o seu taboleiro sobre duas abóbodas de 0,75 m de espessura, levantadas sobre 3 paredes de 80 centímetros cada uma de grossura, tendo os alicerces das mesmas um metro de profundidade abaixo do solo e ficando um vão livre de 5m entre elas, Seu pavimento de barro socado... Será construída de pedra canga e tijolos requeimados, devendo aquela ser lavrada e esquadriada na parte da ponte que fica acima da superficie do solo e a argamassa empregada será composta de uma parte de cal por três de areia. O prazo de conclusão da obra é de seis meses e o valor 8.000$000.(Natalino Ferreira Mendes, pg 94/95, Efemérides cacerenses, Volume I, 1992)

O Mestre construtor da obra arquitetônica foi o Senhor José Vanini, sendo considerada uma das principais ações da administração de Diogo Nunes de Souza (1909/1911).
Ponte Branca nas cheias da década de 1970.

Vista da Ponte Branca 

Ponte Branca ao fundo corte da Rua Riachuelo década de 1970, vista da Escola União e Força.

Vista da Rua Riachuelo, com destaque as torres da catedral.



A Ponte Branca e o ipê roxo (Handroanthus impetiginosus), década de 1990.

Na década de 1990, figura como importantes realizações de urbanismo em Cáceres a construção no córrego Sangradouro de uma galeria de concreto armado, que se estendeu desde a primeira seção de galerias construída na década de 1970 até onde deságua o Sangradouro entre os antigos Porto da Manga e Porto de Benedito Tomé.
Nesse período foram feitas manifestações para que se preserva-se a antiga Ponte de Pedra, mas a marcha inconteste do progresso não se deteve e assim se foi a Ponte Branca.

Acervo Engº Adilson Reis.

Acervo Engº Adilson Reis.

Acervo Engº Adilson Reis.

Acervo Engº Adilson Reis.
A ponte de pedra canga ficou conhecida e batizada como Ponte Branca no meio popular, motivado pelas inúmeras pintura de cal que recebia no correr dos anos.
Foi letra de enredo no carnaval cacerense e nome de bloco carnavalesco que exaltavam a sua magnitude e historicidade cantando os versos assim:

Foi na ponte branca, que despontou a cavalhada,
 ê cavalhada.
Na história de Cáceres relembrada, e consagrada cavalhada.


 Fontes consultadas:
- Gabriel Pinto de Arruda, Um trecho do oeste brasileiro,1938.
- Obras de Natalino Ferreira Mendes:
    1) História de Cáceres (História da administração Municipal) Tomo I, 1973.
    2) Efeméride cacerenses, volume I e II, 1992.
- Otávio Ribeiro Chaves e Elmar Figueiredo de Arruda, História e memória Cáceres, UNEMAT, 2011.
- Maria de Lourdes Fanaia Castrillon, Um esboço sobre a Camara Municipal de Vila Maria do Paraguai 1859-1889, 2006.
Fotografias:
Acervo iconográfico do Museu Histórico de Cáceres.
Acervo Engº Adilson Reis.
Acervo do autor.
Memórias e oralidade:
Dr. Hênio Maldonado.
Valdomiro Santana de Paula
Alzira Cebalho de Almeida
Ana Márcia Nunes de Oliveira

DRENAGEM DO CÓRREGO DO SANGRADOURO.

Por: Silva Paula, Sandro Miguel.

O córrego do Sangradouro atravessa a cidade e divide a parte central e o bairro cavalhada. Na estação das chuvas se transformava em um grande braço do Rio Paraguai que se estendia até a Rua Joaquim Murtinho.
Entre 1967 e 1971, fez-se a primeira drenagem e construção de galerias de concreto armado sobre o Sangradouro, nos fundos onde hoje é a sede do Rotaract Club de Cáceres, localizado na Rua Treze de Junho até a altura da antiga rodoviária, bem como abertura de ruas marginais e alargamento do córrego.

Casa ao fundo pertencia a familias japonesas entre as décadas de 1950 a 1960, onde a produção era hortifrutigranjeiros, Familia Nakayama, Kaneno e Endo. Em meados da década de 1970, passou a morar o senhor Gumercindo que continuou a atividade de produção.
Ao fundo Prefeito José Monteiro, 1971.
Ao fundo a Ponte Branca.
Alargamento do córrego Sangradouro.
A esquerda no alto a casa do Sr Daveron (americano) e sua vizinhança casa do Coronel, no centro a casa das familias japonesas tendo ao fundo os canteiros de produção, ao lado a casa do senhor Carlos Kulesa de origem alemã e da familia do Senhor Joaquim Carneiro, todos na Rua Riachuelo.
A esquerda o porto do Sr Benedito Tomé e a direita o porto da Manga, na margem da ilha o Bar Mini Praia.
Boca do Sangradouro


Rua Riachuelo na altura da "Casa do Coronel".


Rua Riachuelo próximo a residencia do Sr Joaquim Carneiro.


Fontes consultadas: 
Prof. Natalino Ferreira Mendes, obras:
- História de Cáceres, história da administração municipal, Tomo I, 1973; e 2ª Edição 2009.
- Efemérides cacerenses, volume I e II, 1992.
Fotografias do:
 Arquivo iconográfico do Museu Histórico de Cáceres;
Acervo Arquiteta Reginete Maria Rondon da Silva.
Memórias e oralidade:
Valdomiro Santana de Paula
Nilson Pereira
Alzira Cebalho de Almeida

sábado, 29 de dezembro de 2018

NACIONAL ATLÉTICO CLUBE, O TIME DA VILA DOS SARGENTOS DO 2º BATALHÃO DE FRONTEIRA.

Por: Silva Paula, Sandro Miguel.


NACIONAL A. C. Campeão Cacerense de futebol no ano de 1962.

Solenidade de entrega de faixas pelas madrinhas no campo de futebol do 2º Batalhão de Fronteira.
Madrinhas entregando a faixa de campeão aos jogadores do NAC, Estádio 24 de Maio do 2º B Fron.
19 agosto de 1962

O NAC, surgiu do Vila Nova E.C.  equipe de futebol  fundada pelos Subtenentes e Sargentos do Exército no ano de 1961, quando da construção e inauguração da vila dos Sargentos em Cáceres-MT, em 1962 o Vila Nova muda de nome para Nacional Atlético Clube, contando a partir desse momento com jogadores civis.   
Abaixo a primeira formação do Vila Nova E.C. no Estádio 24 de  Maio do 2º B Fron, ano de 1961.

Campo de futebol do 2º B Fron/Cáceres-MT.  
Em pé da esq/direita: Sub Ten A. Costa, Fabiano, ____,____, Sgt Orival Rodrigues de Souza.
Agachados esq/dir: Sgt Batista,_____, Sgt Benamare,,____,Sgt Barros.

O Nacional A. C. em 1962 no Estádio Alfredo Dulce.
Em pé esq/dir: Sgt Orival, Cabo Virgilio "Jacaré", Fanaia, ___,___,___, Cléber,___.
agachados esq/dir:___,___, Sgt Benamares,___,___.

 CÁCERES, MEU LUGAR NO MUNDO Odair José, Poeta Cacerense Nasci onde o tempo parece conversar com as águas, Onde o Rio Paraguai leva histór...