segunda-feira, 4 de maio de 2020

CLUBE ATLÉTICO RIACHUELO.

CLUBE ATLÉTICO RIACHUELO, NASCEU NAS MARGENS DO SANGRADOURO AOS PÉS DA PONTE BRANCA.

Por: Silva Paula. Sandro Miguel da.

Os irmãos Delmiro e Valdomiro fundadores do Clube Atlético Riachuelo na década de 1960.

O Clube Atlético Riachuelo foi criado em 1963, sendo seus fundadores  os irmãos Delmiro Cebalho de Paula e Valdomiro Santana de Paula, Osvaldo Coluna (Sêo Bagre),  Ney Faria (macaco) e outros desportistas.
Sua primeira Diretoria foi constituída pelos seguintes desportistas:
- Presidente de Honra Frei Beltrano (Instituto Santa Maria)
- Presidente Francisco Leal
- 1° Secretario Aguido Faria
- 2° Secretario Ulisses Pereira Masaguti
- Tesoureiro Arildo (Riquinho)

COMO SURGIU O NOME DO TIME.

O nome faz referência a rua Riachuelo, uma das mais antigas de Cáceres-MT, onde os fundadores moravam, que tinham como vizinhos o norte-americano Alexsander Daveron, a casa do Coronel, local onde o comandante do 2º B Fron morava, frente a boca do sangradouro, no bairro da Cavalhada,  
O primeiro uniforme foi adquirido pela equipe no A.R. (armazém reembolsável) do 2° Batalhão de Fronteira do Exército Brasileiro para a abertura de um torneio de futebol na USA (União Social de Assistência).
Incentivados pelo Frei Beltrano, do Colégio Instituto Santa Maria, Hoje Salesiano, nosso "colégio dos Freis", que após ver os jovens jogarem futebol no campinho no fundo do colégio, doou um outro conjunto de uniforme composto de camisa azul, shorts brancos e meias azul e branco e uma bola de couro.

COMO ERA O EMBLEMA DO TIME.

O emblema da equipe compunha-se de um triangulo com as letras iniciais do nome equipe C.A.R. criado pelos irmão Valdomiro e Delmiro, que gerava alfinetadas pelo colunista esportivo Professor Lindote em suas "Brasinhas Esportivas" no Jornal Sentinela e Jornal Correio Cacerense que referenciava como Cana/Aguardente e Ressaca.
A equipe resistiu na atividade até meados da década de 1970, quando cessou suas atividades.

REGISTROS FOTOGRÁFICOS E EVOLUÇÃO DO 

CLUBE ATLÉTICO RIACHUELO


Em pé esq/dir: Mané, Ulisses, Rico, Chico, Valdomiro e Hugo. Agachados na mesma ordem: Ernesto, Makoto, Emilio, Sinomar e Delmiro. Campinho de futebol na Praça da Cavalhada  - 1965
Em pé esq/dir: Delmiro, Lincolu, Heraldo, Antônio, Neto, Ari Montechi, Tio, Pinho e Jurandir. Agachados na mesma ordem: Valdomiro, Riça, Henrique Labege, Sassorana e Conene (Difiaco) - Campinho de futebol do Colégio dos Freis - 1962. 



Em pé (esq): Sushy,Ulisses,_______,Laudi,Delmiro e Neca. Agachados na mesma ordem: Luiz Garcia, Luxu, Valdomiro, Pedro Rondon e Sassorana. 
campinho de futebol da Cavalhada 1960.


Em pé (esq/dir): Dito Caxiri,João Pinheiro,Valdomiro, Makoto, Henrique e Mané 
Agachados na mesma ordem: Delmiro, José (Nói), Pife, Adilson Reis e  Labage.
(Estádio Alfredo Dulce - 1968 - Cáceres-MT)

Fonte consultada:
- A cidade e a bola, Uma historia social do futebol em Cáceres-MT. Sandro Miguel da Silva Paula - 2008.
Fonte oral:
Valdomiro Santana de Paula
Delmiro Cebalho de Paula (in memorian)
Acervo fotográfico:
do Autor
Valdomiro Santana de Paula
Delmiro Cebalho de Paula

sábado, 2 de maio de 2020

O COMERCIÁRIO F.C. DE CÁCERES-MT - 1969.

CAMPEÃO DO TORNEIO 24 DE MAIO,  ANIVERSÁRIO DO 2º BATALHÃO DE FRONTEIRA 

Em pé da esq/dir: Cel Lima Rocha Comandante do 2º B Fron, Nelson Nascimento (Dir. DNER), Luiz Pouso, Sulista, Joélcio, Walter Fanaia, Ciro Esteves Dias, e Sebastião Garcia. Agachados mesma ordem: Nico, Barbeiro, Odilon Viegas, Eraldo de Carvalho (Pelé Branco) e Veinho.

SELEÇÃO MONTADA COM OS CRAQUES DO FUTEBOL CACERENSE

O Comerciário F.C. surgiu organizado pelo Sr Nelson Nascimento, então Gerente Administrativo do DNER em Cáceres, que estavam construindo a ponte Marechal Rondon sobre o Rio Paraguai e abrindo a nova rodovia (BR) Cáceres/Cuiabá. A equipe foi montada na "Hora H", com grande parte do elenco do Momento E.C, equipe que era a sensação da cidade e região noroeste (já publicamos suas memorias neste blog).

O time foi campeão do Torneio Intermunicipal em comemoração ao aniversário de criação do 2º Batalhão de Fronteira em 24 de maio de 1969, onde participaram o Esporte Clube Humaitá, E.C. Mato Grosso, Cacerense do Sr Alberto Zattar, Mirassol F.C. do desportista Joaquim Deolindo, 9º BEC (Batalhão de Engenharia e Construção) de Cuiabá e REI F.C. (Regimento Escola de Infantaria) do Sgt Orival.

TRANSMISSÃO DA PARTIDA FINAL DO TORNEIO.

Um fato histórico em Cáceres ocorreu nesse torneio, o então 2º Sgt Radio telegrafista do Exército Walter Ricarde Sander, montou um aparato com alto falantes  e estendeu fios até as praças da República (hoje Duque de Caxias) e Barão do Rio Branco, e fez uma transmissão do jogo final.   

Em 2009 colhendo depoimento para o livro "A cidade e bola" reuni o Sgt Orival, Cabo barbosinha, Walter Fanaia e Professor Jovanil Sacramento em um momento único da pesquisa registrado em video,  relembraram do Comerciário e dos jogos memoráveis no Estadio Marechal Rondon (2º B fron).

Fonte Oral:
Sgt Orival Rodrigues de Souza
Cabo Barbosinha
Walter Fanaia Dias
Odilon Viegas Muniz
Acervo Fotográfico:
Acervo do autor 

domingo, 19 de abril de 2020

UM HERÓI CACERENSE NA MAIS SANGRENTA BATALHA DA FEB NA ITÁLIA.



A COBRA FUMOU.

A 75 anos na mais sangrenta batalha da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na 2ª Guerra Mundial, tombou em combate o Soldado pantaneiro.
LUCINDO NEPOMUCENO CEBALHO – Natural de Cáceres – Filho de João Nepomuceno Cebalho e dona Ana Lorina.  Faleceu em combate, no dia 14 de abril de 1945, em Montese/Itália. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil, Cruz de Combate de 2ª Classe.




A conquista de Montese marcou significativamente o início da chamada Operação GrapeShot ou Ofensiva da Primavera. Junto com às vitórias alcançadas pelos Aliados em outras localidades, esta vitória contribuiu decisivamente para o completo desmantelamento das linhas de defesa alemãs no setor do V exército e em consequência no resto da Itália.

A Batalha de Montese foi uma das mais sangrentas da história das Forças Armadas Brasileiras, com mais de quatrocentas baixas (mortos e feridos). 


FONTE: http://www.lineagoticamontese.eu/pt/os-caminhos/a-citade-de-montese/93-a-cidade-de-montese.html 

FONTE: http://www.lineagoticamontese.eu/pt/os-caminhos/a-citade-de-montese/93-a-cidade-de-montese.html 

Com orgulho e tristeza ao mesmo, sugiro aos leitores visitarem o Museo Difuso Della Montese/Linea Gótica Montese, da Comunidade de Montese na Itália no endereço: http://www.lineagoticamontese.eu/pt/. Uma homenagem do povo Italiano que valorizam os soldados brasileiros que combateram na 2ª Guerra Mundial.


FONTES: 
- Soldados de Fronteira, memórias e narrativas da criação do 2º Batalhão de Fronteira. 2008. SILVA PAULA, S.M.
- A FEB PELO SEU COMANDANTE, Mascarenhas de Moraes. Instituto Progresso Editorial S. A. (1947)
DEPOIMENTOS/ORALIDADE EX-COMBATENTES DA FEB ORIUNDOS DE CÁCERES-MT:
Major Pedro Adilio de Lima (in memorian);
Acácio Deluque(in memorian);
Vitor de Arruda (in memorian): 
Manoel Aureliano da Silva (in memorian)



domingo, 1 de março de 2020

CRAQUES CACERENSES: MARCO ANTÔNIO NUNES DE OLIVEIRA - CONHO.

Marco Antônio Nunes de Oliveira, nasceu em 1963, filho do Mestre Firmino Nunes de Oliveira (Sêo Nego) e de Dona Florentina das Neves Oliveira, em Cáceres-MT, e foi na Rua Riachuelo que cresceu e desenvolveu a pratica do futebol. O campinho de futebol popularmente conhecido como “Fura Bucho” localizado as margens do córrego sangradouro na Rua Riachuelo, tinha como testemunha a memorável Ponte Branca que ligava o centro ao Bairro Cavalhada, das várias pelejas futebolísticas naquele terreno onde Marco Antônio Nunes de Oliveira ou melhor “Conho” começou a chutar a pelota.
Foi um pulo para começar a participar de equipes da cidade, mas o primeiro time foi o Palmeirinhas convidado por Biba do Dermat, irmão de Nego Pintor que o levou para uma partida da equipe onde jogava o amigo André do Couto. Participando de torneio no quartel do 2º B Fron, César Hayashida (Kazuo) amigo de infância o levou para o time 16 de Julho do Sr Renato Widal Garcia. 
Após um torneio de futebol de  salão no Colégio dos Freis o desportista Joaquim Deolindo do “O Tremendão F.C”, lançou o jovem Conho no campeonato de  futebol cacerense da Liga Esportiva onde conquistou títulos e foi artilheiro isolado da cidade nos anos de 80, 81 e 82.
Simplicidade, humildade e respeito, alguns dos atributos herdado dos pais, no futebol alegre, cheio de paz e apaixonado, zagueiro, centro avante com boa presença de área, tem como referência no futebol cacerense o craque Chico um dos melhores cabeceador do futebol nas décadas de 50,60 e 70 que dizia “nunca cabeceie de olhos fechados, por que você não vê o destino da bola”, outros craques de referência na cidade eram Carlos César Ourives – Canhento, Mestre Juni (goleiro) e o amigo Ricardo Vanini.

16 de Julho  -  Em pé esq/dir: Zé Maria (Aranha), Lelis, Ualá, Josias, Marcelo, Tico Preto, Tecnico Natalino. Agachados esq/dir: Adilson Bahiano, Rubens, Quimquim, ______, Tuta e Gomes (cabeça de onça). Estádio Sargento Luiz Geraldo da Silva (ano de 1977).

16 de Julho década de 1970.   
Em pé esq/dir: Tuta, Tico, Josias, Walace, Adilson Bahiano, César e Conho. Agachados esq/dir: Manoel, Gomes, Z[e Maria (Aranha), Lelis, Quimquim e Bahianinho.

Conho com o uniforme do Internacional da Cavalhada década de 1980.

Olimpíadas Estudantil de 1980. Esq/dir: Marino (Colégio Agrícola) Campeão Estudantil, Conho (E. E. Rodrigues Fontes) vice campeão, Ademar Pavini (União e Força) 3º Lugar e Julico (CEOM) 4º Lugar.

Carteira de atleta da 2ª Divisão de Futebol Amador de Cáceres

Carteira de atleta da 2ª Divisão de Futebol Amador de Cáceres.

Conho com os filhos Rodrigo e Simone, após o titulo de Campeão Regional dos Núcleos da SUCAM/MT, 1983 em Cuiabá-MT


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

O TREMENDÃO FUTEBOL CLUBE, O ESCORPIÃO DA 7 DE SETEMBRO, DO APAIXONADO DESPORTISTA JOAQUIM DEOLINDO.

Por: Sandro Miguel da Silva Paula. 

O Tremendão Futebol Clube, o Escorpião da 7 de Setembro foi fundado em Fevereiro de 1979, pelo comerciante Joaquim Deolindo que era o proprietário do supermercado “O Tremendão“ da Avenida 7 de setembro em Cáceres-MT. Nos relatos dos irmãos Marco António (Conho) e Antônio Márcio (Paxá) que jogaram no Tremendão na década de 80, o nome da equipe bem como da empresa surgiu a partir do signo do zodíaco de seu proprietário Joaquim Deolindo escorpiano apaixonado pelo futebol. 
No ano de 1987 o Tremendão se lançou na aventura de disputar um campeonato profissional da 2ª Divisão do Estado de Mato Grosso junto com outra equipe da região o Tubarão de Rio Branco, mas os custos eram altos e não havia apoio da federação bem como da classe empresária local para o financiamento da equipe, tornando inviável a manutenção da mesma. Mas ficou na memória histórica da cidade a equipe escorpiana do Sr Joaquim Deolindo de Ambrósio (in memoriam)
Em pé esq/dir: Gérson, Pavini, Wilson, Haroldo (Panelão), Daio e Paxá. Agachados esq/dir: Satu, Joel, Merera, Adilson Baiano, Wilson (Colméia), Miltinho. Setembro de 1980. Estádio Sgt Luiz Geraldo da Silva - Campeonato Municipal de Futebol.

 Em pé (esq) Márcio, Paxá, Roney,Geovanil, Merrinha, Barrão e Biro-Biro. Agachados: Leopoldo "Feiticeiro" - massagista, Santinho,Gomes, Augusto "Balãozinho", Denier, Valdeci, Manoel, Florentino e Laureano. A frente ladeado pelas crianças Joaquim Deolindo de Ambrósio fundador do "O Tremendão". Década 1980.

Em pé (esq): Ney, Paxá, Arildo, Vadinho, Cláudio e Sgt Brito. Agachados: Joaquim Deolindo, Luiz Preto, Elizio, Zé Puziol e Osvaldo da SUCAM. Torneio de futebol de salão na quadra do Colégio Estadual Onze de Março (CEOM), década de 80

Em pé da esq/dir: Mestre Joaquim Deolindo Ambrósio, Antônio César (Tota). Loca, Geovanil, Roney, Paxá e Merrinha. Agachados esq/dir: Laureano, Denock,Ricardo Vanini, Conh, menegildo, Roberto e Canhoto. Torneio de Futebol no 2º B Fron - década de 1980.


Fontes de referencia: A cidade e a bola: Uma história social do futebol em Cáceres. da Silva Paula, S.M. 2007.
Fonte oral: Antônio Márcio Nunes de Oliveira - "Paxá" e Marco Antônio Nunes de Oliveira - "Conho".

sábado, 18 de janeiro de 2020

SOCIEDADE ESPORTIVA SÃO VICENTE DO BAIRRO DO JUNCO. CAMPEÃO DO TORNEIO TAÇA DE PRATA 1973.

Por: Silva Paula. S.M.

Em 1973 a cidade dispunha apenas de um espaço para a realização de campeonatos e torneios de futebol era o mini estadio "O Cacerense" recém inaugurado, uma vez que o terreno do Estádio Alfredo Dulce no centro da cidade havia sido requerido pela familia após mais de 20 anos servindo as festividades e ao futebol cacerense.
"O Cacerense" localizava-se no bairro do Junco, onde ocorreu nesse ano (1973), um torneio de futebol relâmpago  autorizado pela Liga Esportiva Cacerense sob a coordenação da Associação de moradores do Junco.
Sagrou campeã a equipe do São Vicente organizada pelo Sr Renato Widal Garcia, abaixo um instante da comemoração da conquista  no Bar do Sr Pedro Mota, que funcionava na esquina da Rua Costa Marques com a General Osório.
Em pé esq/dir: Sr Nego da Prefeitura, Sr Tico, Catarino (Formigão), Valdomiro, ___, Pires, Américo, Maciste, ____. Sentados: Maranhão e Sizefredo Muniz (Baiano).


Fonte Oral/Memória:
Renato Widal Garcia (in memoriam)
Valdomiro Santana de Paula
Acervo fotográfico:
Do autor 

FLUMINENSE DO BOCA RICA, CABO PEREIRA. 1967. TORNEIO DE FUTEBOL NA UNIÃO SOCIAL DE ASSISTÊNCIA (USA)

Por Silva Paula. S.M
A equipe do Fluminense foi organizada pelo Cabo Pereira do 2º B Fron, carinhosamente conhecido por Boca Rica, para um torneio de futebol no campo de futebol da USA em Cáceres no ano de 1967.
Em pé esq/dir: _____,_____,_____,_____,Sizefredo Muniz (Baiano), Nestor Ribeiro (Saci),_____.
Agachados esq/dir: Zé Claudio, Cabo Barbosinha, Cabo Pereira (Boca Rica), _____
__.


Fonte Oral/Memória:
Cabo Pereira (Boca Rica) (in memoriam)
Valdomiro Santana de Paula
Cabo Barbosinha
Acervo fotográfico:
Do autor cedido pelo Cabo Pereira (Boca Rica)

EQUIPE DE FUTEBOL DA PORTUGUESA ORGANIZADA PELO SGT DIDI DÉCADA DE 1960.

Por: Silva Paula. S.M.
Em pé esq/dir:____,___, Jardes do Amaral, Iran de Pinho,_____,_____, Sizefredo Muniz (Baiano). Agachados esq/dir: Jorci, ___________,__________,__________,_____________.

Fonte Oral/Memória:
Sargento Orival Rodrigues de Souza
Valdomiro Santana de Paula


Acervo fotográfico:
Do autor.

domingo, 22 de dezembro de 2019

DESFILE DO 6 DE OUTUBRO DE 1968. COMEMORAÇÕES DO ANIVERSÁRIO DE CÁCERES-MT.


Por. Silva Paula. S.M.


"Era tudo tão simples, mas muito bonito e emocionante, olhando o passado através das fotos é que podemos ver como era, entusiasmo, respeito, civismo e amor por esta terra. Bate uma saudade!", assim definiram os irmãos Alzira e Valdomiro, navegando nos álbuns de fotografias, lembranças que aos pouco vão se constituindo ou melhor construindo o cenário histórico geográfico da cidade. Na foto acima um pelotão de alunas uniformizadas no desfile de comemorações do aniversário da cidade de Cáceres-MT em 06 de Outubro de 1968, do Colégio Onze de Março (CEOM), na Praça Barão do Rio Branco.


Desfile no 6 de Outubro de 1968, a baliza é a aluna Luzia Nogushi, ao fundo a fanfarra do Onze de Março, uma atração no evento. 

Membros da fanfarra do Colégio Onze de Março. Claudio, Ademir faria, Eduardo, estácio, Creudes, João Soares, Ataide. Alunas Juracy e Alba. Não identificamos o Cb do Exército.

Alunos do Colégio Onze de Março - 06 de Outubro de 1968.

Fanfarra do Onze de Março pronta para o deslocamento: Creudes Miranda, Estácio Ramos de Arruda, Vidal, João, Admir Farias, Eduardo. 


Fonte Oral/Memória:
Alzira Cebalho de Almeida
Valdomiro Santana de Paula
Acervo fotográfico:
Valdomiro Santana de Paula

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

UMA RÉPLICA DO HIDROAVIÃO DA EMPRESA CONDOR NOS FESTEJOS DO 6 DE OUTUBRO DE 1968.


Por Silva Paula. S.M


Nas comemorações de 6 de outubro de 1968, alunos do Colégio Onze de Março (CEOM) em Cáceres, incentivados pelo Professor de Matemática Elson Silva, construíram uma réplica de um hidroavião da Syndicato Condor, que fazia rota por Cáceres na década de 1930.
A construção da réplica da aeronave teve inicio nos fundos da casa do Dr. Braúlio na Rua da Manga e seguiu uma sequencia de ações para idealizar a proposta, primeiro fizeram o esqueleto utilizando ripas e compensados leves e algodim, logo depois assentaram em um batelão cedido pelo Mestre Carpinteiro Naval Benedito Tomé.
Uma semana antes do 6 de outubro os alunos levaram a réplica ainda sem pintura para a baia das 3 bocas onde recebeu acabamento.
No dia do desfile de 6 de outubro a réplica do hidroavião da condor já pronto desceu o Rio Paraguai em direção ao cais do porto na Praça Barão do Rio Branco, movido por um motor Volvo-Penta, media 8 metros o comprimento do batelão.

E para dar um charme a mais compuseram uma tripulação sendo o “comandante” Mauro Jorge da Cunha, Oscar Espindola, aeromoça Orandil Moraes Navarro,Valdomiro Santana de Paula, um total 10 alunos participaram da construção e planejamento.

O PRIMEIRO AVIÃO A POUSAR NAS ÁGUAS DO RIO PARAGUAI EM CÁCERES.


No ano de 1927 o hidroavião Savoia-Marchetti S.55 denominado de Santa Maria, foi o primeiro aparelho a pousar nas águas do Rio Paraguai em Cáceres. Conduzido pelo aviador italiano Francesco de Pinedo (Marquês de Pinedo), junto com os tripulantes Carlo Del Prete e Vitale Zachetti no “Raid das duas américas”. 


Nas Efemérides Cacerenses (Vol. I) o professor Natalino Ferreira Mendes transcreveu que o Intendente Geral de Cáceres Leopoldo Ambrósio Filho, recebe do General Cândido Mariano da Silva Rondon o seguinte telegrama: Para vosso governo informo ter sido essa cidade escolhida pelo Marques de Pinedo para um dos pontos parada seu itinerário através território Mato Grosso para Manaus. O glorioso Ás dos ases italianos pretende baixar e aterrissar nesse porto dia 12. Providenciai sentido poder este receber o avião Santa Maria nas melhores condições possíveis. Saudações General Rondon.
Em relatório a câmara o Intende Leopoldo Ambrósio Filho faz a narrativa da ilustre visita: Na tarde de 16 de março do corrente ano (1927), a uma hora mais ou menos, foi dado aos habitantes desta cidade contemplar um sublime e nunca visto espetáculo – a chegada de um hidroavião. E este era o Santa Maria, a valente águia de De Pinedo, heroico aviador italiano, ás dos ases, que com dois companheiros, vinha fazendo um raid através dos cinco continentes, feito heroico que assombrou o mundo. Durante dois dias Cáceres teve a fortuna de hospedar...

Fonte da imagem: https://www.aviacaocomercial.net/cruzeiro.htm (consultados 10/122019-as 18:12)
















Nesse mesmo ano (1927) nasceu a Syndicato Condor S/A do Brasil, era uma empresa filial da Lufthansa alemã, que passou a operar linhas comerciais e de correios. Na década de 1930 os hidroaviões da Condor cumpriam rotas tendo Cáceres como ponto de pouso. 
Com a declaração de guerra do Brasil aos países do Eixo (Alemanha/Japão/Itália) na 2ª Guerra Mundial (década de 1940) a empresa que era alemã foi nacionalizada pelo governo de Getúlio Vargas.

Abaixo a imagem de um JUNKERS W34/SEE, do SYNDICATO CONDOR, que fazia a rota Corumba/Cuiabá/Cáceres/Porto Velho/Acre.
 
Hidroavião que fazia a rota Mato Grosso/Rondonia/Acre/Amazonas

Mapa de rotas da Syndicato Condor/Varig
Fonte da imagem: https://www.aviacaocomercial.net/cruzeiro.htm 
(consultados 10/122019-as 18:12)



Fontes Orais/Registros:
Valdomiro Santana de Paula
Alzira Cebalho de Almeida
Pedro Adilio de Lima (in Memorian)
Hênio Maldonado (in memorian)

ACERVO FOTOGRÁFICO:
Valdomiro Santana de Paula
Alzira Cebalho de Almeida
Estácio Ramos de Arruda

Site consultados:
https://pilotos.org.br/2019/05/07/introduzindo-a-historia-da-aviacao-parte-4/
https://www.aviacaocomercial.net/cruzeiro.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Syndicato_Condor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Francesco_de_Pinedo
http://www.abphe.org.br/uploads/ABPHE/2017/Umbrevehistoricodaaviacaocomercialbrasileira.pdf
https://meioaereo.com/historia-da-aviacao-brasileira/

sábado, 7 de dezembro de 2019

VETERANOS - SÓ TELHA

VETERANOS- SÓ TELHA, SOB A BATUTA DO CAPITÃO HERALDO DE CARVALHO.
Por: Silva Paula. S.M.
Em pé esq/dir: Heraldo de Carvalho, César, Nelson, Braga, Ferreira, Odenir Nery, Jango, Cb Alcantara, Galeno. Agachados: Deluque, IeIé, Cristovão, Dito Colméia, Sub Tenente Carrilho, Onofre (Véinho) e _____________.  Década de 80
Após um racha no Viracopos que dividiu o time, nasceu o Veteranos - Só Telha, que era uma empresa do ramo da construção da cidade de propriedade do popular Ferreira Só Telha. A equipe não permaneceu ativa por muito tempo, e os membros voltaram a formar os quadros do Viracopos.

Fonte Oral:
Valdomiro Santana de Paula
Wladimir (Miko) Ponce
Galeno Pereira Coelho

Acervo fotográfico do Autor.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

CÁCERES E.C. - JUNIOR, NO TORNEIO BICENTENÁRIO DE CÁCERES 1978.


Categoria de base do Cáceres E. C. no Torneio Bicentenário de Cáceres-MT.
A escalação descrita na fotografia segue da esquerda para direita.
Local: Estádio Luiz Geraldo da Silva.        Acervo:  Paulo Fanaia.


O Cáceres Esporte Clube, o Crocodilo do Pantanal, foi criado em meados dos anos 70 em meio a disputas acirradas extra campo, com a intenção de representar a cidade de Cáceres no campeonato profissional de futebol de Mato Grosso, mas essa história contamos em outra oportunidade.
Destaco a relação apaixonante de Luiz Mário Cardoso, o jovem atleta com o número 8, acima, com o Crocodilo do Pantanal.

Fontes:
Acervo fotográfico Paulo Fanaia

Fonte Oral/memória:
Carlos César Ourives, Luiz Mário Cardoso (Pacu).

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

MOCIDADE FUTEBOL CLUBE

O TIME DE FUTEBOL QUE REUNIU A MOCIDADE QUE SE TORNOU O MOMENTO E MARCOU A MEMÓRIA DO FUTEBOL EM CÁCERES-MT.
Por:  Sandro Miguel da Silva Paula (Historiador)  

No início da década de 1960 surgiu em Cáceres-MT, uma equipe de futebol que levou o nome de MOCIDADE FUTEBOL CLUBE, foi organizada por desportistas de Cáceres, sendo um deles o Sr Anacleto de Arruda, irmão do Sgt Pedro Júlio. Reuniu jovens craques que levaram a arte do futebol da cidade para os gramados do estado de Mato Grosso e figurava em destaques nas tiras esportivas dos jornais local e regional.
A equipe participava do campeonato organizado pela Liga Esportiva Cacerense na cidade como também de jogos amistosos na região e na Capital Cuiabá. Os deslocamentos para os jogos fora da cidade eram feitos em carros fretados e também dos próprios dirigentes e atletas.
Em fins de 1961 o MOCIDADE F.C. vai mudar de nome para MOMENTO FUTEBOL CLUBE, motivado por um trágico acidente de veículo próximo a cidade de Poconé-MT onde um jogo amistoso iria acontecer, nessa ocorrência faleceu o inesquecível Cabo Peruca Provenzano bem como lesionou vários jogadores e dirigentes.

A cidade ficou em luto e a tristeza se abateu no futebol cacerense, na memória, apenas as alegrias das vitórias que enchiam de orgulho o povo cacerense e os memoráveis jogos no Estádio Alfredo Dulce. Saudades, apenas saudades.

Local da fotografia não identificado.
Tiras esportivas do Jornal O Estado de Mato Grosso - 1961.
destaca a goleada espetacular de 8 a 0 frente o Marinheiros de Corumbá
no Estádio Alfredo Dulce.
Fonte da pesquisa: Acervo do Professor Paulo Fanaia.

Outro destaque no Jornal O Estado de Mato Grosso - 1961.
Após vencer o Juventus na Capital mato-grossense por uma espetacular goleada, enfrentou e empatou com o Botafogo (Liga de clubes Independentes)
no Estádio Presidente Dutra.
Fonte da pesquisa: Acervo do Professor Paulo Fanaia.

Em pé Esq/Dir: _____,______, Joelson, Fanaia, Sebastião Garcia, Luiz Pouso.
Agachados Esq/Dir: João Pinheiro, Sgt Iran, Barbosinha, Jarde do Amaral, Anibal da Mota.
Acervo do autor.
Local da foto: Estádio Alfredo Dulce, Cáceres-MT, ano de 1961.

Fonte:
Fotografia do acervo particular do autor.
Acervo Professor Paulo Fanaia.
Fonte Oral: Valdomiro Santana de Paula, Wladimir (Miko) Ponce, Dr. Hênio Maldonado (in memorian), Carlos César Ourives (Canhento), Sgt Orival Rodrigues de Souza, Walter Fanaia, Cabo Barbosinha, Sgt Pedro Júlio (in memorian).

 CÁCERES, MEU LUGAR NO MUNDO Odair José, Poeta Cacerense Nasci onde o tempo parece conversar com as águas, Onde o Rio Paraguai leva histór...