terça-feira, 14 de janeiro de 2025

EM 15 DE JANEIRO DE 1754, A 271 ANOS OCORREU O ASSENTAMENTO DO MARCO DO TRATADO DE MADRI NAS BARRANCAS DO RIO PARAGUAI.

Imagem extraída da Revista O Cruzeiro - Edição 034/1953. p 33.
Acesso em 14 janeiro de 2025: https://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=003581&pasta=ano%20195&hf=memoria.bn.br&pagfis=86684

Partindo da Ilha de Martin Garcia(Argentina/Uruguai) em 02 de junho de 1753, com destino a cidade de Assunção no Paraguai e depois até a foz do Rio Jauru, para assentar o Marco do Tratado de Madri (1750), seguiu as Terceiras Partidas Limites da Comissão Sul do dito tratado.

Uma jornada que demorou 7 longos meses até a conclusão da missão de demarcação do acordo entre os reinos de Espanha e Portugal com o assentamento do marco de mármore nas barrancas do Rio Paraguai em 15 de janeiro de 1754.



Os derradeiros dias do fim dessa jornada descreveremos neste recorte, tomando como referencia o Diário da Terceiras Partidas de Limites.

10 de janeiro de 1754: (...) "As 3 horas e meia da tarde chegamos onde estavam as canoas do Cuiabá esperando-nos defronte da ilha e serra dito, alojadas na encosta ocidental do Rio Paraguai e uma boca que nela servia mais adiante, disse o oficial e práticos de Cuiabá que era o Rio Jauru 



"Havendo trazido a Demarcação até este sitio donde se devia colocar o Marco de mármore que trazíamos foi preciso reconhece-lo, e assim no dia 10 de janeiro pela manhã fomos em uma canoa os dois comissários e cosmógrafos com o oficial que havia vindo de Cuiabá, e navegando rio acima pelo Paraguai a curto espaço chegamos a uma boca de riacho tapada com erva, a qual disseram os práticos de Cuiabá e Mato Grosso que era a boca antiga do Jauru, que mais acima estava a que servia atualmente para desaguar o dito rio no Paraguai. Paramos diante e  entramos por ela, pelo Rio Jauru até duas léguas para dentro a onde achamos  a gente que conservavam suas vacas que havia enviado o Capitão general de Cuiabá para refresco das Partidas. Tomamos Rio abaixo ate o sitio do acampamento, reconhecendo o terreno ou ponta que formão ...


os dois rios ficando toda a boca do Jauru livre para cima ou ao Norte em cujo sitio se devia colocar o marco referido. Porém se achou alagadiço de terra frouxa e baixa que alagam as crescentes, e assim pelo não expor a que se enterrasse ou caísse, não se determinou a colocação nele, senão no mesmo acampamento sobre as ruinas de uma casa, onde viveu alguns anos um Portugueses com sua família natural do Cuiabá. Persuadido por isso, de que estava seguro de inundações. O terreno duro, e em alta barranca, delineou (sic) e entrarão os trabalhadores a tirar as pedras dos barcos a  conduzir pedra para o alicerce ou fundamentos e mais coisas precisas.

O dia 13 de janeiro se foi a reconhecer o Rio Paraguai para cima se achou que a sua margem oriental vê a serrania de S. José, que segue, e a ocidental tem barranca mediana. Sondou-se o rio de fronte da ponte do sul da ilha, e se acharão 20 pés de rey de agua em o braço ocidental que forma a ilha, e em oriental 13, e ao N. dela quando vão unidos, era também o canal de mesmo fundo. Levantou-se o plano geometricamente, tinha o rio de largo desde a margem do acampamento a ilha 117 1/4 toesas, medindo sobre o rumo O.L. E desde o sitio onde se colocava o Marco até a boca nova do Jauru 275 toezas. (...)

Já estava  tão adiantado o trabalho do Marco que o dia 15, pela tarde se concluiu pondo-se a Cruz que o remata, a estrondos de repetidas salvas, e vivas aos Reys, com comum alegria, e gosto.
O dia seguinte disse Missa junto dele o Reverendíssimo Padre José Quiroga e depois de concluída o benzeu.
Ficou colocado sobre um fundamento de pedra e cal de 8 1/2 pés de profundidade, e 8 pés de largo em quadro, e de modo que as armas de Portugal olhão retamente ao N.E. e as de Hespanha ao S.O.
O dia 16 veio uma canoa pelo Rio Jauru abaixo depois de haver deixado no porto, (...) que tem arriba as cartas do Comissário de S.M.F (Sua Majestade Fidelíssima) para o Capitão General que ao presente estava em Mato Grosso.
Depois de tudo isto determinou a volta rio abaixo, que se empreendeu no dia 17 de janeiro."


E assim foi concluída a jornada da Terceiras Partidas de Limites que percorreu o interior da américa meridional para fincar a peça de mármore conhecida como Marco do Jauru.


fontes consultadas: 
do livro Nas Salinas do Jauru de Sandro Miguel da Silva Paula (2025). 
Diario das três partidas de demarcação da América em virtude do tratado de limites ajustado entre as duas coroas de Espanha e Portugal, pode ser acessado no endereço: https://bdlb.bn.gov.br/acervo/handle/20.500.12156.3/268677   

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

HÁ 80 ANOS TOMBOU EM COMBATE NA ITÁLIA O CACERENSE JOÃO INÁCIO DO NASCIMENTO.

Porto do Marimbondo- Cáceres-MT, de 05 de maio de 1944. 

FLAGRANTE DA MEMÓRIA: 
Militares do 2º B Fron, familiares e população cacerense nas despedidas do contingente designado para compor a Força Expedicionária Brasileira - FEB, na 2ª Guerra Mundial. 
Um deles era o soldado JOÃO INACIO DO NASCIMENTO –  Natural de Cáceres – Filho de Antônio Carlos do Nascimento e dona Felipa Perfina de Almeida.  
Faleceu em combate, no dia 24 de novembro de 1944, em Bombiana/Itália, a 80 anos. 
Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 1ª Classe. 
No decreto de concessão desta última lê-se:
“Durante o ataque ao Morro Castelo, no dia 24 de novembro de 1944, portou-se com bravura, coragem, sangue frio e destemor, progredindo com inteligência e audácia, através de fortíssima barragem de artilharia, rumo ao objetivo que lhe fora dado, até ser colhido por estilhaço de granada, que o atingiu mortalmente”. 

LEMBRAR PARA NÃO ESQUECER!

Para conhecer um pouco mais da história dos Ex-Combatentes Cacerenses, adquira o livro: O PRACINHA PANTANEIRO. De Cáceres a Itália a Cobra já Fumava, disponível no link abaixo.

segunda-feira, 25 de março de 2024

FLAGRANTES DA POSSE NO PEN CLUBE BRASIL REGIONAL MATO GROSSO

 


Hino Nacional na Viola de Cocho interpretado pelo Professor Abel




MOÇÃO DE APLAUSO NA CAMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ AOS 46 EMPOSSADOS NO PEN BRASIL REGIONAL MATO GROSSO.

 No dia 15 ocorreu ainda a cerimonia na Câmara de Vereadores de Cuiabá para a entrega de Moção de Aplausos aos membros do PEN CLUBE BRASIL REGIONAL MATO GROSSO.



Meu confrade Toninho Costa nos fez representar nessa cerimônia.

Poeta Airton Reis na Tribuna agradecendo e recitando poesia.


CERIMÔNIA DE POSSE NO PEN CLUBE BRASIL/ REGIONAL MATO GROSSO - TEATRO ZULMIRA CANAVARROS/ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE MT

No dia 14 de março as 20 horas, tomei posse como membro do PEN CLUBE BRASIL REGIONAL MATO GROSSO, junto com mais 45 escritores, artistas plástico, ensaístas, historiadores de 16 cidades do nosso estado.

Orgulho maior em cerrar ombros com meus conterrâneos poetas e artistas da literatura cacerense cujo maior objetivo é manter acessa e reluzente a memória e as histórias de nossa gente.

Assinando o livro Ata de Posse no PEN CLUBE BRASIL REGIONAL MATO GROSSO

Meu confrade e amigo Poeta Toninho Costa

Diplomado pelo querido amigo e confrade Poeta Airton Reis e o Presidente do PEN CLUBE BRASIL Ricardo Cravo Albim.


Fazendo o juramento de posse.


Um retrato om todos os empossados de Mato Grosso.

Elias Neto, Hélio Santana, Mariano Leal, Maria Elizabeth, Toninho Costa, Milton Pereira de Pinho - Guapo, Sandro e Odair José.


segunda-feira, 11 de março de 2024

MOÇÃO DE APLAUSOS - PEN CLUBE BRASIL RGIONAL MATO GROSSO

 Na manhã de hoje (11 de março) recebi junto com os confrades e confreira indicados para o PEN CLUBE BRASIL REGIONAL MATO GROSSO, a moção de aplausos, indicação do Vereador Franco Valério. Ato que antecede a nossa posse no dia 14 de março no teatro Zulmira Canavarros na capital Cuiabá.

Ladeado pelo poeta Airton Reis (Diretor Regional PEN CLUB BRASIL/MT) e pelo jornalista e escritor Elias Neto.
Poeta Toninho Costa e Airton Reis e Elias Neto
Minha querida professora Elenir.



 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

PAÇOCA DE PILÃO - DA RAIZ GASTRÔNOMICA CACERENSE.


 Carne de sol, bem frita, socada no pilão.
Cebola e alho somente.
Farinha da boa tem que ser morroqueana.
Desfia a carne na mão seguindo a tradição.
Bananinha bem madura e arroz branco sem sal, da a combinação.
Memória dos tempos antigos.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

UM DEDO DE PROSA COM JOSÉ HAMILTOM RIBEIRO E JOÃO ORMOND


Tive a honra de conhecer e trocar um dedo de prosa com o cantor João Ormond e o espetacular jornalista José Hamilton Ribeiro. Quando estavam em Cáceres para iniciar a Expedição jornalística intitulada: Rio Paraguai, das nascentes a Foz.
Que se transformou em uma série para o Programa Globo Rural. Isso em 2011, e, está no ArchivodaMemoria.

Abaixo link para ouvir a musica de João Ormond:
 

 CÁCERES, MEU LUGAR NO MUNDO Odair José, Poeta Cacerense Nasci onde o tempo parece conversar com as águas, Onde o Rio Paraguai leva histór...